O Centro Cultural Majestic apresentou, no dia 05 de junho, a quarta rodada do projeto História Viva. A mesa redonda teve como tema a “Educação e os Grandes Educadores” que fizeram história e os colégios que formaram gerações de capixabas no Centro de Vitória.
O História Viva recordou para uma platéia lotada e emocionada histórias de colégios e educadores que marcaram época e fizeram história. Relembrou nomes que são exemplos da construção dos cidadãos através da Educação, esta prioridade essencial na organização dos povos e na vida das pessoas.

A “mesa” foi composta pelos expositores:
o professor Manoel Ceciliano Salles de Almeida, filho de Nelson Abel de Almeida e neto de Ceciliano Abel de Almeida, eméritos educadores, ex-reitor da Universidade Federal do Espírito Santo e reitor do Centro Universitário de Vila Velha (UVV);
pelo professor Hélcio Leão Borges, ex-diretor do Centro Pedagógico da Ufes, ex-aluno e professor do Ginásio São Vicente de Paulo de seu tio Aristóbulo Barbosa Leão;
pelo professor Stélio Dias, professor da Ufes e ex-secretário estadual de Educação, além de deputado federal por três mandatos e colaborador da Unesco;
pela professora Anna Maria Marreco Machado, uma expressão da Pedagogia no Espírito Santo e uma das responsáveis pela modernização e qualificação do ensino em Vitória a partir da década de 90, quando assumiu a secretaria municipal de Educação de Vitória a convite do então prefeito Paulo Hartung, permanecendo depois com seu sucessor Luiz Paulo Vellozzo Lucas e;
pela professora Marlene de Fátima Cararo, quando se fala em pedagogia moderna ela é uma das referências no Espírito Santo, atua hoje como secretária municipal de Educação em Vitória, a convite do prefeito João Coser.
As exposições dos palestrantes sobre “Educação e os Grandes Educadores” foram recheadas de histórias pitorescas, engraçadas e emocionantes que arrancaram da platéia algumas risadas e, por vezes, lágrimas proporcionando aos presentes momentos de muita nostalgia.
A segunda parte do evento, consistiu em homenagens à personalidades que deram sua contribuição efetiva para a Educação no Espírito Santo, educadores que formaram gerações de capixabas dotados de conhecimentos e que acabaram gerando uma nova realidade política ao Estado e avanços sociais inimagináveis no passado.
Recebeu merecida homenagem Arabelo do Rosário pioneiro no ensino profissionalizante em Vitória, inspetor e orientador do Colégio Estadual do Espírito Santo, diretor regional do Serviço Nacional do Comércio, Senac. Foi deputado estadual, secretário estadual de Educação e criador do ensino municipal de Vitória.
A homenagem feita à Ana Bernardes da Silveira Rocha teve um gostinho especial para os representantes do Centro Educacional Brasileiro, pois Bernardes é uma das sócias beneméritas da instituição, desde 1992, logo, a partir do segundo ano de sua existência. A convite do professor Rubens Jose Vervloet Gomes dona Ana Bernardes da Silveira Rocha demonstrou toda sua fé na educação e nos propósitos da instituição que estava nascendo com o firme propósito de servir à causa da Educação e aceitou o convite para integrar a instituição. Ela foi a primeira presidente da União dos Professores do Espírito Santo, integrou o Conselho Federal de Educação, foi secretária estadual de Educação e preside ainda hoje o Conselho Estadual de Educação. Uma referência nacional em Educação, presidente do Conselho de Educação da Região Sudeste do Brasil. Impossibilitada de comparecer a esta mesa-redonda por motivo de viagem, dona Ana Bernardes indicou para representá-la seu genro Edgard Rocha Favaro.
Outra homenageada daquela manhã foi Regina Helena Magalhães, primeira mulher a exercer a vice-reitoria da Universidade Federal do Espírito Santo, especialista em Psicologia Pedagógica, Didática e Prática de Ensino de Pedagogia. Escritora, como escreveu Ana Bernardes da Silveira Rocha na contra-capa do livro de crônicas Sem Quê Nem Porquê:
Regina nos traz um presente para o futuro – recordações, maneiras de ser, que nos mergulham em ondas de nós mesmos, de nossas próprias historias.
Outro que recebeu uma placa de bronze como homenageado do evento foi o professor Américo Menezes. Escritor, procurador de Justiça, foi diretor da Escola Normal e dedicou sua vida a causa da Educação e como disse o jornalista Rubinho Gomes, apresentador do evento, o professor Américo “sempre ensinou a pescar ou construir tanques de aqüicultura, em vez de apenas dar peixes aos alunos”.
O momento que mais mexeu com as emoções do público, muitos ex-alunos da Escola Sagrado Coração de Jesus, uma escola modelo que funcionou no Parque Moscoso e formou inúmeras gerações de capixabas foi a homenagem prestada a Maria Silva Simões, a querida Dona Mariazinha. Ela que dirigiu a escola primária de 1941 até 1972 deixou marcada, por doces lembranças, a vida de seus ex-alunos que foram ali só para rever a querida Mestra. Entres os presentes e ex-alunos de Dona Mariazinha estava o Secretário de Estado da Casa Civil, Sérgio Aboudib.
Dona Mariazinha teve merecido reconhecimento pelo muito que contribuiu para a formação de milhares de capixabas.
Outra homenageda foi a professora Odette Semprini, que lecionou as primeiras séries do ensino fundamental durante as décadas de 50 e 60, e que como professora, teve um papel fundamental no aprendizado de Português de muitos capixabas.
Uma homenagem póstuma ao saudoso João de Medeiros Calmon um capixaba que se tornou sinônimo de Educação durante um quarto de século no Congresso Nacional, senador a quem devemos sempre agradecer pela lei que obrigou os Estados e municípios a destinarem 25% de seus orçamentos para o setor, sem contar a criação da Década da Educação, dos Fundos para a Educação, da convicção e veemente defesa da Educação como prioridade nacional. Uma placa de homenagem foi entregue a sobrinha do senador João Calmon, a médica Inês Calmon Alves.
O Colégio Brasileiro de Vitória
Para os diretores do Centro Cultural Majestic, o tema fez recordar o fundador do antigo Colégio Brasileiro de Vitória, o professor Rubens José Vervloet Gomes, que se afastou nos últimos anos em razão dos problemas de saúde que ainda hoje exigem cuidados especiais.
O colégio “Brasileiro”, como era mais popularmente conhecido, nasceu em 1966, no prédio, que depois de adaptações que transformaram os quartos do Hotel Majestic em salas de aula. O imóvel foi adaptado para se transformar em colégio pioneiro do ensino profissionalizante no Estado, com o curso de 1º grau e os cursos de Contabilidade, Administração e Secretariado no 2º grau. De 1966 a 1996, quando deixou de funcionar como escola regular, o Colégio Brasileiro formou mais de 30 mil jovens, gerações de capixabas que se recordam dos bons tempos em que o professor Rubens Gomes dava aulas de cidadania e ética política como diretor de uma escola que sempre primou pela qualidade do ensino e formação de jovens preparados para o mercado de trabalho e para a vida.
Pelo Colégio Brasileiro de Vitória passaram alunos como o atual prefeito de Vitória, João Coser, José Antonio Bof Buffon e Gilson Domingues, hoje diretor e assessor do BANDES, João Batista Maia, que foi subreitor da Ufes, o procurador José Maria Rodrigues de Oliveira, além, é claro, de todos os diretores do Centro Educacional Brasileiro, Rubinho, Ingrid, Sigrid e Astrid Camara Gomes e o sócio fundador da instituição Luiz Roberto Camara Gomes.
Resgate da História
As exposições dos convidados da mesa-redonda foram gravadas em vídeo que depois será editado e exibido para estudantes e o público em geral – simultaneamente com uma mostra de 30 fotografias – sobre o tema focalizado, mantendo a finalidade maior de transmitir para as novas gerações a essência da história de Vitória e do Espírito Santo antes que o tempo apague esses acontecimentos de nossa memória.
Com a realização do projeto História Viva, foi iniciado o resgate da memória capixaba através daqueles que contribuíram para que nossa cidade tenha hoje do que se honrar e se tornaram referências de nossa cultura, verdadeiros exemplos na sagrada missão de ensinar e formar novas gerações.
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Foto 1
Palestrantes da quarta rodada do História Viva que teve como tema “Educação e os Grandes Educadores”
Foto 2
Execução do Hino Nacional na cerimônia de abertura do História Viva
Foto 3
Todos os lugares estavam ocupados por convidados que ouviram atentos todos os palestrantes
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O salão do Centro Cultural Majestic ficou lotado
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A diretora-presidente do Majestic, Astrid Camara Gomes, homenageia a professora Anna Maria Marreco Machado.
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A diretora pedagógica do Majestic, Sigrid Camara Gomes, entrega placa de homenagem ao professor Hélcio Leão Borges
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A Secretária Municipal de Cultura, Maria Helena Signoreli, foi convidada pela diretoria do Majestic para homenagear Ana Bernardes da Silveira Rocha que por motivo de viagem não pode estar presente a cerimônia e indicou para representá-la seu genro Edgard Rocha Favaro.
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O jornalista, apresentador do evento e um dos diretores do Majestic, Rubinho Gomes, entrega placa de homenagem a Stelio Dias.
Foto 9
Marreco é chamada para homenagear Arabelo do Rosário
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Stelio Dias entrega uma placa numa homenagem a João de Calmon. A placa foi entregue a sobrinha do senador a médica Inês Calmon Alves.
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A professora Marlene de Fátima Cararo recebeu de Sigrid Gomes uma homenagem em nome do diretores do Majestic
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O Secretário Estadual de Educação, Haroldo Corrêa Rocha, em discurso no Majestic renovou o compromisso do Governo do Estado com projeto História Viva que deverá ter sua segunda etapa no segundo semestre de 2007.
Foto 13
Fernando Camara Gomes, diretor do Majestic entrega placa a Manoel Ceciliano Salles de Almeida
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Momento marcado de emoção durante homenagem às professoras Maria da Silva Simões, a Dona Mariazinha, e a Odete Semprini. Na foto com D. Margarida Camara, Astrid Camara Gomes e Rubinho Gomes.
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As professoras homenageadas contribuiram para a formação de milhares de capixabas.
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O secretário da Casa Civil Sérgio Aboudib foi um dos que fizeram questão de comparecer ao Centro Cultural Majestic na mesa redonda sobre Educação do projeto História Viva. O motivo maior foi a homenagem à Dona Mariazinha, a professora que dirigiu a Escola Sagrado Coração de Jesus, que durante décadas formou gerações de capixabas, da qual ele foi ex-aluno. Não só ele: os empresários Fernando Camargo, Américo Buaiz Filho, o jornalista Rubinho Gomes e suas irmãs Ingrid, Sigrid e Astrid Camara Gomes.