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Ruy Perini, Gilbert Chaudanne e Wilberth Salgueiro debateram sobre a obra de Machado de Assis no Centro Cultural Majestic. Machado de Assis ainda dá muito o que falar. O célebre escritor foi o assunto central do Café Literário Sesc reunindo o psiquiatra Ruy Perini e o artista Gilbert Chaudanne como convidados para falar sobre maior escritor afro-descendente de todos os tempos. A discussão foi realizada no ano em que se completa os 100 anos de morte do escritor.
O tema do Café Literário Sesc foi ‘Machado de Assis: olhares sobre um gênio brasileiro’. Os debatedores destacaram, além da obra do autor de “Dom Casmurro”, “O Alienista” e outros clássicos da literatura brasileira, um pouco mais a parte irônica do autor.
Ruy Perini, psicanalista, psiquiatra, professor do Centro de Ciências da Saúde da Ufes e mestre em Estudos Literários também pela universidade, lançou recentemente o livro “Loucura e paixão na obra de Machado de Assis”.
Já Gilbert Chaudanne, artista francês multimídia radicado no Brasil há mais de 30 anos, é um profundo amante de Machado e pretende contribuir também falando de sua relação de estrangeiro lendo um autor brasileiro.
O encontro foi mediado pelo professor do departamento de Línguas e Letras da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Wilberth Salgueiro.
O escritor Joaquim Maria Machado de Assis, carioca nascido em 21 de junho de 1839, foi um romancista, contista, poeta e teatrólogo, considerado um dos mais importantes nomes da literatura brasileira. É dito como um dos criadores da crônica no país, além de ser importante tradutor. Foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, também chamada de Casa de Machado de Assis, e seu primeiro presidente.
Quando levamos em consideração seus contos e romances, muitos críticos o avaliam como o maior escritor brasileiro até hoje. Já suas crônicas e poemas não têm o mesmo brilho. Sua produção poética chega a parecer que existe um outro Machado de Assis, uma vez que, na prosa, ele é contido e elegante, e em seus poemas o estilo muda drasticamente, beirando ao ultra-romantismo de Augusto dos Anjos.
O crítico da Universidade de Nova York, Harold Bloom, especializado no romance do século XIX, coloca Machado de Assis como um dos 100 maiores gênios da literatura de todos os tempos, ao lado de clássicos como Dante, Shakespeare e Cervantes. |