Histórico
O prédio do antigo Hotel Majestic foi projetado pelo arquiteto tcheco Josef Pitlik - que morou por três anos em Vitória na década de 20, onde assinou projetos importantes de edificações de características históricas como os prédios da Escola de Arte e Dança FaFi e do Museu de Arte do Espírito Santo (Maes). O engenheiro responsável pela obra do Majestic, inaugurado pelo presidente Florentino Avidos em 17 de outubro de 1926, foi Luis Serafim Derenzi, da firma Derenzi & Polliti. Depois de funcionar por 40 anos como primeiro hotel com elevador de Vitória, o prédio foi adaptado para funcionar como Colégio Brasileiro a partir de 1966, até 1990, quando foi alugado pelos proprietários para outra instituição de ensino. Lamentavelmente, o inquilino não praticou a devida conservação do imóvel e a construção entrou em processo de ruína a partir do ano 2000, quando foi iniciado o esforço de contenção desse processo, que culminou com a recuperação das fachadas, o escoramento do novo telhado, com recursos próprios e apoio da Lei Rubem Braga, mediante a conversão dos bônus da Lei de Incentivo Cultural pela Companhia Vale do Rio Doce.
Dentre os seus hóspedes ilustres que passaram pelo Hotel Majestic figuram o Marechal Cândido Mariano Rondon, presidente de honra do VIII Congresso Brasileiro de Geografia, e toda a comitiva de outros estados que participou do evento realizado em 1926, o presidente Getúlio Vargas, o ex-ministro Eliezer Batista da Silva, os empresários Otacílio Coser e Jair Coser, dentre tantos outros. O imóvel também sediou o Teatro de Arena do Grupo Geração, que iniciou a resistência cultural contra a ditadura militar no Espírito Santo.
Localizado no coração do corredor cultural projetado pela Prefeitura de Vitória, o prédio tem frente para três ruas: Rua Duque de Caxias, a antiga Ladeira da Matriz (hoje Ladeira Cerqueira Lima) e uma terceira na Rua Dionísio Rosendo (antiga Ladeira das Flores).



